Relações Institucionais da Ciência Cristã no Brasil


REGISTRO ARQUIVÍSTICO DA PARTICIPAÇÃO DA CIÊNCIA CRISTÃ NA COMUNIDADE CIENTÍFICA
 

[História da Ciência Cristã  webdocumento W0001-USA1995]


Local: FACULDADE DE MEDICINA DE HARVARD
Evento: A Ciência Cristã foi convidada a falar sobre a cura espiritual.
Data: Dezembro de 1995


                " O Cientista Cristão genuíno ama protestantes e católicos, pastores e médicos, - ama a todos os que amam a Deus, o bem, e ama seus inimigos. Ver-se-á que em vez de opor-se, tal pessoa serve os interesses tanto dos profissionais da medicina quanto da cristandade, e eles prosperam juntos, aprendendo que o poder da Mente é boa vontade para com os homens. Assim vem à tona o metal precioso do caráter, e o ferro da natureza humana enferruja e se desfaz; a honestidade e a justiça caracterizam aquele que busca e encontra a Ciência Cristã."  1
Mary Baker Eddy
   


Simpósio sobre espiritualidade e cura na medicina, realizado na Universidade de Harvard de 5 a 8 de dezembro de 1995.

        Sob o patrocínio da Faculdade  de Medicina de Harvard e o Instituto Médico Mente/Corpo do Hospital Deaconess, dirigido pelo Dr.  Herbert Benson e sob o patrocínio da Fundação Jonh templeton foi realizado o simpósio sobre o tema: " Espiritualidade e Cura na Medicina".
        O ponto central foi um profundo diálogo inter-religioso sobre a prática da cura espiritual. O evento contou com uma ampla cobertura de diversos  órgãos de imprensa, entre outros a Rede de Televisão ABC, a revista Harper's e  o The Christian Science Monitor [Edição de 6/12/1996].
        Fruto de um diálogo amplo e aberto  de muitos anos, entre  a Igreja da Ciência Cristã e o Dr. Benson, que vem pesquisando a cura em diversas religiões, foi aceito um convite para a Ciência Cristã tomar parte neste simpósio.  A seguir um breve resumo da palestra proferida  na ocasião, por  Viriginia S. Harris, CSB,  então presidente do Conselho de Diretores da Ciência Cristã.

Breve introdução do Dr. Benson

       
Ao falar sobre os anos que empreendeu a pesquisa sobre o valor terapêutico da oração, como único recurso, poderia resultar em cura ele afirmou:
"Vi que tínhamos um modelo a que poderíamos recorrer, ou seja, a Igreja da Ciência Cristã... Isso aconteceu em fins da década de 70."
"Paulatina e inexoravelmente, chegamos à conclusão de que há um terreno comum onde podemos trocar idéias, aprender uns com os outros. E foi necessária muita coragem por parte da Igreja, para tomar esta posição, diante da animosidade que o assunto suscitou durante quase cem anos. E agora tenho a satisfação de dizer que estamos trabalhando em prol de um entendimento de como o tratamento espiritual pode levar à cura."

Resumo da Palestra de Virgina Harris, C.S.B. - Professora e Praticista da Ciência Cristã e Presidente d'A Igreja Mãe:

       
Inicialmente ela deu as boas vindas a todos os sanadores ali reunidos para trocar idéias sobre a cura cristã enfocando um elo comum: o desejo  que move todos a cada manhã: "o desejo de curar, aliviar o sofrimento no maior número de casos  e de circunstâncias."

        "Deus, Alá, Eloim, a Mente deífica ... está sem dúvida abençoando este simpósio e todos os corações e mentes aqui reunidos. Todos viemos  com a pergunta: Será que existe algum aspecto importante  em nossa prática curativa, que talvez ainda nos falte conhecer? Será que existe um universo maior de saúde e sanidade, que precisamos compreender? E, em nossa busca de compreensão, poderemos apoiar-nos  melhor mutuamente, para o bem da humanidade?

        Creio  que a humanidade chegou a um ponto, na pesquisa da relação entre a mente e corpo, em que está ocorrendo uma transformação fundamental. As pessoas estão ansiando por um princípio curativo mais perfeito.

        Não será acaso esta a aurora de uma mudança em nossa opinião sobre a relação mente/corpo, mudança essa tão significativa como a que ocorreu quando Copérnico lançou nova luz sobre nós e sobre o universo?

        A cura espiritual é de importância vital para mim, pois lhe devo minha própria vida, literalmente.  Espero poder compartilhar com vocês alguns vilumbres sobre o que estou aprendendo e vivendo no campo da espiritualidade e da cura, a partir de quatro pontos de vistas distintos , a saber:

(*) como paciente, que desde a infância usufruiu dos benefícios da cura espiritual;
(*) como praticista e professora de Ciência Cristã, que pratica a cura e ensina os outros a curar;
(*) como membro do Conselho de Diretores da Ciência Cristã, com a perspectiva mundial de milhares de indivíduos que curam e são curados por meios espirituais;
(*)  e como mãe, tendo criado três filhos saudáveis, utilizando apenas a forma de tratamento que hoje exporei."

        A Sra. Harris passou ao relato de um grave acidente de carro sofrido por ela, numa via expressa de Detroit, há dezenove anos.  Ela foi levada ao pronto socorro e os médicos  disseram a seu marido que não acreditavam que ela sobrevivesse, havendo a necessidade de fazer uma intervenção cirúrgica de emergência. A Sra. Harris disse  que enquanto ouvia os debates entre os médicos e seu marido sobre os riscos da cirurgia ela optava pela idéia de não morrer. Ela pode perceber que tanto ela como o marido  precisavam tomar uma decisão relevante para aquele momento crítico recorrer a oração ou a cirurgia?

        "Eu queria viver. Tinha 3 filhos e queria vê-los crescer, terminar os estudos, formar uma família. Por isso escolhi o tratamento pela Ciência Cristã, pela oração. Vejam bem, eu havia, com êxito, me apoiado com confiança nas leis divinas da cura, durante toda a minha vida. Por isso, apoiar-me inteirmente em Deus, nesse momento, foi algo  natural para mim. Não foi fé cega, mas sim convicção que procede da experiência.
        Meu marido telefonou a uma praticista da Ciência Cristã, pedindo tratamento, assinou os documentos que isentavam o hospital de toda a responsabilidade, e eu fui levada para casa. Minha mãe e meu marido cuidaram de mim. Vizinhos e amigos ajudaram a cuidar das crianças.
Embora sentisse fortes dores durante os primeiros três dias, posso dizer com honestidade que foram dias de calma, repletos de oração por todos nós, preenchidos pela consciência do amor de Deus por mim. Eu sabia que eu era importante para Deus, não era insignificante nem estava longe dEle. Sentia-me em união com a bondade  e o poder de Deus.

        No segundo dia, porém houve uma crise durante a qual pensei estar morrendo.  O impulso mental para desistir da vida foi muito forte. Naquele momento, senti o amor e  a presença de Deus de forma tangível, como que me segurando. Essa foi a força maior, a atração mais forte e, de fato, o único poder que havia. Compreendi que  era a minha Vida!

        O impulso de desistir, de morrer, diminuiu e depois cessou. Esse foi o ponto decisivo. Estava em terreno seguro e comecei  progredir rapidamente. Em duas semanas, eu estava curada, de pé, cuidando da família, levando as crianças para a escola.
Com esta cura, meu caminho estava traçado. Logo comecei  a dedicar-me à prática pública da cura pela Ciência Cristã."

        " A prática da cura pela Ciência Cristã começou a cerca de 125 anos atrás [hoje 142 anos] , exatamente aqui, na região de Boston. Durante anos, Mary Baker Eddy procurou uma solução  para sua saúde precária e enveredou por um caminho que não é estranho aos que hoje pesquisam a relação mente/corpo. Tentou a homeopatia, estudou a sugestão mental. Embora essas teorias a tivessem aproximado da medicina puramente mental, ela acabou deixando-as de lado, porque não incluíam a Deus.
        Deus sempre fora parte essencial da vida da Sra. Eddy. A Bíblia era sua companheira  constante, registro vital e lembrança clara da presença curativa e salvadora de Deus.  Os relatos bíblicos de cura  eram vivos e reais para ela: o menino epilético, a garota que  estava à morte, a mulher que sofria de hemorragia havia doze anos, o oficial leproso e muitos, muitos outros.
        No inverno de 1866, a vida da Sra. Eddy mudou completamente. Ela se machucou gravemente numa queda no gelo, na cidade de Lynn, Massachusetts. O médico que a atendeu achou que não havia esperança de recuperação.  Ela pediu  a Bíblia e leu relatos das curas efetuadas por Jesus. Seguiu-se  um momento de profunda compreensão. Foi curada no mesmo instante.
        Esse acontecimento mudou sua maneira de ver o mundo. Poderíamos dizer que foi para ela  como passar da teoria de Ptolomeu para a de Copérnico. Acabou dando um direcionamento específico para suas pesquisas. Buscando uma explicação para o Princípio da cura, ela aprofundou-se ainda mais no estudo da Bíblia. Testava  o que aprendia, curando outras pessoas.
        Um dia, por exemplo, recebeu um telegrama onde lhe pediam que fosse orar para uma mulher que estava morrendo de pneumonia. A paciente agonizava, respirando com muita dificuldade. A Sra. Eddy orou a sua cabeceira e a mulher foi curada. O médico que tratava do caso, o Dr. Davis, da cidade de Manchester, New Hampshire, que  testemunhou o fato, instou com a Sra. Eddy que escrevesse um livro para explicar seu método de cura.
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        Seis anos mais tarde, em 1875, sua descoberta e sua explicação das regras da cura pela Ciência Cristã foram dadas a conhecer no livro ao qual deu o interessante título: Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras. Sua intenção era a de compartilhar liberalmente sua descoberta. Fundou mais tarde a Faculdade de Metafísica de Massachusetts, com alvará do estado para funcionar com finalidade médica.  Também seguiu-se  a organização de uma igreja com a missão de publicar a literatura da Ciência  Cristã. Sua obra culminou com a fundação do jornal diário The Christian Science Monitor, tendo então oitenta e cinco anos de idade.


        O último capítulo do livro Ciência e Saúde, com cem páginas, é uma compilação de relatos escritos por pessoas que foram curadas apenas pela leitura do livro. Desde 1880, curas do mesmo tipo vêm sendo registradas continuamente no The Christian Science Journal e, desde 1898, também no semanário  Christian Science Sentinel. O número deste mês do Jornal, por exemplo, relata curas da Austrália ao Brasil, desde ossos quebrados até cegueira e insônia.
    Essas não são ocorrências  fenomenais ou milagrosas. A Ciência Cristã as considera como ternos efeitos do Princípio da cura, que atua na vida de pessoas comuns, todos os dias, com naturalidade.

FONTE:
Matéria baseada no exemplar  de Maio  de 1995 da revista  O ARAUTO da CIÊNCIA CRISTÃ sob o título: "A prática da cura espiritual na Ciência Cristã"
p. 10 - 26

Referências Bibliográfica do Texto:
  1   La Primera Iglesia de Cristo, Científico e Miscelánea p. 4
  2   La Primera Iglesia de Cristo, Científico e Miscelánea p. 105


[Estes registros históricos encontram-se em fase de elaboração, aguarde  a conclusão]


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